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Empresas de embalagem não priorizam sustentabilidade

Diagnóstico de Sustentabilidade de Embalagem nas Empresas Brasileiras traça um panorama do setor

As empresas de embalagem consideram a sustentabilidade importante, mas não têm o tema como prioridade em seu dia a dia. É o que indica o 1º Diagnóstico de Sustentabilidade de Embalagem nas Empresas Brasileiras, apresentado durante o 3º Fórum Nacional de Gestão Estratégica da Embalagem, no último dia 14. O estudo elaborado pelo Núcleo de Estudos em Embalagem da ESPM a partir de pesquisas realizadas pela GFK identificou que 91% das empresas entendem a sustentabilidade como uma questão muito importante e 87% delas possuem um gestor de sustentabilidade.
No entanto, 38% destes profissionais trabalham em um departamento específico,
em geral ligado à área de RH, marketing, administrativo ou meio ambiente, e apenas 11% dedicam 100% do tempo para o assunto. Em 79% dos casos, a sustentabilidade ocupa, no máximo, 50% do tempo dos executivos, mas grande parte (78%) afirma tomar ações concretas sobre sustentabilidade da embalagem.

Para 41% dos profissionais da área, as embalagens são ainda o principal agente de contaminação dos aterros. Em seguida aparecem matéria orgânica, entulho e lixo eletrônico. Já em relação aos materiais para a produção, o papel é preferido por 40% dos entrevistados, principalmente por ser mais fácil de reciclar e ter decomposição rápida, seguido do vidro e do plástico, ambos com 12%.

Para os gestores, a função do governo a respeito da sustentabilidade é principalmente implantar e operar a coleta seletiva de embalagens (36%), desenvolver mecanismos de suporte para minimizar o impacto (29%) e criar leis que protejam o planeta (24%). Já o papel das corporações é incentivar e desenvolver ações de reciclagem, com 47%, além de trabalhar para aumentar a sustentabilidade das embalagens (33%). Na visão de 67% das empresas, cabe aos consumidores destinar corretamente as embalagens para reciclagem.

A capacitação dos gestores também foi abordada e 69% das empresas admitiram não conhecer nenhum curso sobre sustentabilidade. A maioria (81%) acredita que faltam cursos sobre o tema relacionado à embalagem e 87% gostariam de estudar mais sobre isto.

Fonte: Portal Exame






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